
Eram seis da manhã, eu normalmente não acordava a essa hora,
muito menos nas férias. Mas algo em mim tinha mudado, desde que eu comecei a
vê-lo de outra forma. Aquele cabelo castanho e aqueles olhos negros não eram o
mesmo para mim, agora eram dignos de um príncipe. Eu me apaixonei, e pior, pelo
meu melhor amigo. Lembro-me bem, de como eu achava ele horrível quando saia da
educação física, agora acho aquelas bochechas coradas as mais bonitas que já
vi. A sua risada, que eu achava mais irritante do que a voz da menina da sala
ao lado, agora é a risada mais contagiante que eu já ouvi. Quando vai responder
uma pergunta, viro-me rapidamente para ouvi-lo. Antes, quando ele me mostrava
as suas músicas, achava legais, hoje procuro alguma mensagem na letra. O que
aconteceu comigo? Simples, a dor de um
coração partido era ruim, e não me permitia que dormisse mais que o necessário,
ontem mesmo, eu o vi, beijando uma garota, especificamente a garota da voz
irritante. Aquilo me doeu tanto, cogitei ir até ele e tomar satisfação. Mas aí,
me toquei, o que eu estava fazendo? Ele é o meu melhor amigo, o “idiota”, como
eu costumava chama-lo. Se eu fosse, ele ia achar, no mínimo, que eu estava
doida. Mas o que eu podia fazer? Acho melhor, de longe mesmo, que eu o admire. Ele
nunca irá saber, isso meio que parte o meu coração. Meu coração é pequeno para
alguém tão grande, talvez seja por isso que esteja se partindo. Mas tudo bem,
nada que uma boa super-bonder (chamada, aqui, de filmes de romance) possa
resolver.
Crônica por Mandy ~pura ficção, gente~
Moral: É muito difícil lidar quando o seu coração tem dono e você não consegue pega-lo de volta. Mas quem sabe... Essa história ainda pode ter um final feliz... (: